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Naara depois de mais
uma session no ES |
NAARA CAROLYNE
Aos 17 anos, Naara Carolyne é uma das grandes promessas
do bodyboard brasileiro. Nascida em Pancas, no Espirito Santo, em 2002 ficou
em 3º lugar no Circuito Brasileiro e foi a Campeã do Circuito
Estadual do ES. Esse ano lidera o brasileiro, mas como grande parte dos
seus colegas, está sem patrocínio. Aqui, ela conta um pouco
mais sobre sua história
Por: Redação BS
Fotos: Arquivo Pessoal
Publicado em: 08/2003
Como
começou no Bodyboard?
Quando eu
tinha 12 anos assisti um campeonato em Jacaraípe (ES) e gostei.
Um tempo depois, minha irmã me deu um prancha e começou
a me incentivar a praticar. Eu não parei mais e, por insistência
de um amigo, comecei a competir.
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| Naara dropando rápido
em Noronha |
Como
você vê a grande dificuldade que os bodyboarders brasileiros
tem em conseguir patrocínio, inclusive nomes fortes como Guilherme
Tâmega?
Tento encarar isso como
uma atual realidade em qualquer esporte, mas não banalizo essa
questão, pois seria muito cômodo encarar essa deficiência
como algo que não pudesse ser solucionado. Acho que os atletas
não devem desistir, pois apesar das dificuldades, se persistirmos
e fizermos nossa parte no esporte, podem surgir oportunidades, e devemos
estar atentos para conquistá-las e mantê-las.
Você
sente algum preconceito na água por ser garota?
Sei que ainda tem gente
que tem preconceito por eu ser garota, mas não deixo que isso me
abale e interfira no meu surfe e no meu psicológico. Treino muito,
pois na água quero ser respeitada. Nem mais, nem menos, simplesmente,
igual!
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Tarde
de relax na Joaquina
depois
de
um treinamento de
reconhecimento
do pico
antes do Brasileiro |
E
por praticar Body ao invés de surf?
Também, mas o bodyboard,
assim como o surf, é um esporte radical! Não consigo entender
o porque de tanta richa entre esses dois esportes! Adoro o bodyboarding,
é o esporte que eu escolhi e me dedico à ele, não
tenho receio nenhum em relação a um surfista! Pelo contrário,
admiro e tenho respeito pelo surf, assim como por qualquer outro esporte.
Faço a minha parte, mas se não fizerem...eu ignoro! Só
levo em consideração as pessoas, as atitudes, os conceitos
e as críticas que me acrescentam, que somam!
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| Executando
um rollo radical na bateria |
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Em um momento
de
descontração
entre
uma bateria e outra |
O
que acha do nível dos brasileiros no Body?
Excelente. Os brasileiros já provaram que são
os tops e que estão em todas paradas dos mundiais dando o gás
e conquistando cada vez mais vitórias.
E
quem são seus ídolos no esporte e fora dele?
No esporte a grande Neymara
Carvalho, capixaba e brasileira assim como eu. Me espelho muito nela...no
seu estilo agressivo e radical de surfar, na sua ética de postura,
e na humildade que ela mantêm sempre.
Quais
os principais campeonatos que você já participou?
O Circuito Brasileiro
e o estadual do Rio de Janeiro em que fui campeã em 2002. Este
ano eu não pude competir o estadual do RJ por falta de patrocínio,
mas estou na expectativa de propostas para que eu possa competir mais,
inclusive todas etapas do brasileiro!
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Finalizando
a onda com um
normal de
expressão
nas ondas de Noronha |
Você
estuda? Como organiza seu dia para conseguir treinar e levar a vida?
Faço faculdade de medicina veterinária. Infelizmente,
eu não tenho tempo para treinar durante a semana, pois meu curso
me exige muito. Conto todo final de semana com a escola de bodyboarding
do Gordinho, na Barra do Jucu, onde tenho total suporte técnico
e boas ondas que propiciam essa prática.
O
que gosta de fazer quando não está praticando?
Me divertir com a família
e com os amigos...no cinema, shows, praia! Ah, e navegar na internet também!
Tem
alguma manobra que você ainda não domina completamente?
Back-flyp e aéreo,
que na minha opinião são as manobras de maior grau de dificuldade.
Mas estou treinando bastante para aprender executá-las!
E
qual é a sua manobra preferida?
ARS. 3 em 1, uma combinação
de 3 manobras; aéreo, el-rollo e 360 normal!!!! É uma manobra
radical!
Como
foi participar do concurso Sereias organizado pela revista Fluir? Isso
abriu alguma porta para você?
Foi muito gratificante! Apesar de eu não ter sido selecionada,
tudo foi válido, agradeço pela oportunidade da Fluir. E
abriu portas sim, pois foi uma mídia muito boa para mim, além
disso tive a oportunidade de fazer ótimas fotos com os fotógrafos
Walmor Oliveira e André Basso!
Você
pratica outro esporte com prancha?
Às vezes pego onda
de surfe em Jacaraípe, que é uma praia mais tranqüila
para treinar remada. Mas já consigo ficar de pé...(risos)
Que
tipo de música você curte?
Reggae, tecno, dance,
axé, pagode, pop...ah, sou super eclética, depende do meu
estado de espírito!!!
Qual
dica você dá para quem está começando no Body?
Que realmente queira aprender
e praticar o bodyboarding! Ninguém nasce sabendo, ou seja, tem
que ter persistência e determinação, pois só
assim irá evoluir!
Quais
são seus planos para o futuro?
Primeiro ser campeã
brasileira esse ano para só depois me profissionalizar. E então
fechar patrocínios para poder competir o mundial e é claro
ser campeã mundial!!!
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