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foto: arquivo pessoal
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A
sorridente campeã
brasileira de Halfpipe,
Boardercross e Slalom |
ISABEL CLARK
A carioca Isabel Clark Ribeiro é o tipo de atleta que
dá muito orgulho ao país. Superou a falta de neve e de patrocínio
no Brasil e ficou um bom tempo sem treinador, preparador físico e
nutricionista. Hoje, aos 26 anos é dona das melhores marcas brasileiras
na história do snowboard feminino. Radical, gosta muito de andar
com prancha de freestyle em árvores, pulos, halfpipe e neve powder
Por: Redação
BS
Fotos: Divulgação
Publicado em: 11/2003
Aonde
você mora atualmente?
Em vários
lugares, como o Brasil e o Chile. Sou nomade, não paro quieta.
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Isabel:
"quando não estou
dando aulas estou treinando" |
Quando
e como você começou a praticar o snow?
Em 1994. Nessa época
meu irmão morava numa estação de ski na Califórnia,
em Mammoth Mountain, e ele me apresentou os esportes praticados na neve.
Comecei no Ski, mas logo troquei pelo Snowboard. Me apaixonei rapidinho
e no ano seguinte já estava competindo.
Com
é sua rotina? Você trabalha, estuda, treina...
Até outubro deste
ano eu estarei dando aulas de snowboard em Valle Nevado, no Chile. Além
disso, faço musculação quase todos os dias depois
das aulas. Minha vida é assim, quando não estou dando aulas
estou treinando.
Você
ficou algum tempo sem treinador e preparador físico. Continua assim?
Não mais, em novembro
desde ano (2003) vou começar a treinar no Canadá com um
treinador muito bom.
Quais
as maiores dificuldades que você enfrentou em todos esses anos de
competições?
A maior dificuldade foi
o dinheiro. Mas isso, perto da vontade de fazer snowboard, fica pequeno.
Todo o resto é mais prazeroso, pois adoro viajar, conhecer novos
lugares, novas pessoas, novas montanhas...
E
quais são as dificuldades de um snowboarder no Brasil?
A principal é não
ter neve por aqui. Mas nós também sofremos por não
ter patrocinadores dispostos a ajudarem os atletas.
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Isabel
no podium da
Copa Continental
de Boardercross |
Ano
passado você sofreu uma cirurgia no joelho. Fale um pouco dela.
Posso dizer que dei sorte.
O médico que me operou, o Dr. Leonardo Metsavaht, fez uma operação
pouco agressiva. Todos queriam refazer o meu ligamento, mas ele, somente
com uma artroscopia, conseguiu consertar o meu joelho e agora, depois
de alguns meses, estou voltando a ter confiança, estou 100%.
Quais
foram suas últimas conquistas?
Fui campeã da Copa
Continental no Boardercross, campeã brasileira de Halfpipe, Boardercross
e Slalom e fiquei em 17° lugar na etapa chilena da Copa do Mundo.
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Os
Brasileiros Dinho, Felipe Motta,
André Cywinski e Isabel Clark |
Em
2001, você ficou em 12º lugar no Mundial e 10º na etapa
de Morzine. Qual momento você considera o mais importante da sua
carreira?
O momento mais importante
para mim não foi um prêmio, mas sim ter participado do Winter
X Games, no início deste ano. Foi uma experiência incrível,
pois fui a primeira sul americana(o) a participar deste campeonato.
Você
se compara às atletas americanas?
Me comparo. Elas têm
mais vantagens, como suporte do governo e patrocinadores, o que torna
as coisas mais fáceis e elas podem se concentrar mais. Mesmo assim
acho que estou no mesmo nível.
Assim,
como em outros esportes radicais, você considera o nível
técnico do snow lá fora infinitamente melhor?
É melhor sim, mas
não infinitamente. A cada ano os brasileiros, chilenos e argentinos
estão chegando mais longe. Assim como as estações
de ski, principalmente em Valle Nevado, no Chile, estão se desenvolvendo
muito, criando boas infra-estruturas.
Você
pratica mais algum esporte com prancha?
O surfe esta virando uma
paixão. Não sou muito boa, mas estou adorando mesmo. Sempre
que estou no Brasil, só quero saber de surfar.
Você
tem algum sonho?
Surfar uma montanha de
neve muito gigante e cheia de neve fofa! No Himalaia deve ser alucinante... |