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Na terra, na grama e no asfalto
O dirtsurf foi inventado por um australiano louco por esportes de prancha. Uma mistura inusitada de skate e bicicleta com sensações de surfe e snowboard, é uma atividade que já conquistou público em todo o mundo, inclusive no Brasil.
André Fraga, representante da fabricante em solos brasileiros, conta detalhes de como conheceu esse esporte que ele mesmo define como ”muito radical, para quem realmente quer sentir muita adrenalina”.

Por Gabriela Borges e Victoria Vajda
Publicado em: 03/2007

Qual a principal emoção do dirtsurf?
Ele é um novo e revolucionário conceito de esporte radical. Tem como base o skate, o surf e o snowboard, com a particularidade de poder ser utilizado em praticamente todos os tipos de terreno. É considerado como um skate de terceira geração, que consiste numa prancha acoplada a duas rodas de bicicleta dispostas em linha. Após ter sido criado por uma empresa australiana, foi patenteado internacionalmente e tem feito enorme sucesso em todo o mundo.

Quem trouxe o esporte para o Brasil?
A minha empresa é responsável pela marca DirtSurfer no Brasil. O começo foi marcado por muitas dificuldades devido ao alto preço do dólar e aos problemas para se chegar a um preço acessível aqui. Mas esse ano promete mais facilidades por parte do pessoal lá de fora para que nossos riders consigam comprar bons equipamentos.

Como você conheceu o dirtsurf?
Meu brother de infância, Gilberto Smith, o Giba, virou sócio na empreitada de fincar as raízes do dirtsurf em solo nacional. Ele trabalha em uma importadora de móveis de luxo e estava na Inglaterra quando topou com um dirt e ficou super empolgado com aquela espécie de snowboard que não precisava de neve. Aí ele anotou o nome do treco e do site em um pedaço de papel e, quando voltou de viagem, conversou com Graeme Attey, o australiano criador da marca DirtSurfer.

E ele foi o inventor?
Assim que ele foi morar no interior da Austrália, longe dos esportes do mar e da neve, começou a jornada para descobrir algo que fosse, no mínimo, parecido com surf e snowbard, seus esportes preferidos. Em pouco tempo, os primeiros skates fora de pista começaram a sair e a cada ano se aperfeiçoando até chegar nestes de hoje em dia.

Por que você acha que esse esporte vai conquistar os brasileiros?
O brasileiro é um povo que vive de emoção; nosso dia-a-dia carrega muita adrenalina e o dirtsurf é 100% isso.

Qual é o lugar ideal para praticar: na grama, no asfalto ou na terra?
Em qualquer lugar que tenha uma grande descida, o dirtsurf é bem-vindo. A grama é fantástica.

Quais são as principais manobras?
Podemos dividir o dirtsurf em três categorias: o road (downhill de asfalto), o off-road (descidas de terra e terrenos não asfaltados) e o free style (com saltos e derrapadas).

Qual a velocidade máxima que a prancha atinge?
Dizem que alguns riders já alcançaram perto de 80 km/h. Eu já desci a uns 60 km/h e achei bem rápido.

Qual o seu custo médio?
Elas chegam no Brasil ao custo médio entre 600 a 800 dólares americanos, dependendo do modelo. As pranchas são feitas quase que manualmente, sendo que a entrega dos lotes pode demorar até 60 dias. Estamos desenvolvendo a parte da produção nacional.

 
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