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Recordista das ondas
Aos 54 anos, Rico de Souza coleciona notícias. Campeão brasileiro em 1969, em 1982 fundou a primeira escola de surf do país – e a primeira do mundo de que se tem notícia. Em 2005 reuniu mais de 50 surfistas na água, sendo que 42 deles conseguiram surfar a mesma onda conjuntamente por pelo menos cinco segundos. Tudo isso para estabelecer o recorde que está na edição de 2007 do Guinness Book. No ano passado Rico pegou uma onda com a maior prancha já surfada por uma pessoa no mundo - com 8,05 metros - no campeonato Petrobras Longboard Classics,do qual é idealizador.Mais uma vez, entrou para o livro dos recordes. A seguir, Rico conta um pouco
mais sobre a sua trajetória e a do surf longboard no Brasil. .

Por: Gabriela Borges
Fotos: fotocom.net
Publicado em: 04/2007

 

Quais foram os seus desafios quando começou a praticar o surf?
Inúmeros. Em 1972 consegui uma ajuda da Rede Globo para ir ao Havaí, mas ninguém sabia o que era o Brasil naquela época e não queriam me deixar competir. Fiz amigos e consegui competir, e o mundo foi se abrindo para mim e, consequentemente, para o Brasil. Mas demorou mais de 20 anos para tudo isso se consolidar. E não ter vindo tão fácil, para mim, é o mais legal de tudo.

Qual a importância dos seus recordes batidos para a visibilidade do surf longboard brasileiro?
Os recordes são legais, mas o principal é colocar o Rio de Janeiro na mídia mundial e mostrar a cidade como ela é: com gente bonita, esportes, turismo. Além de fortalecer o longboard e todos os esportes brasileiros.

Como está o cenário do surf longboard no Brasil?
A Petrobras vem investindo muito no surf brasileiro e esse comportamento é muito bom para trabalhar não só o surf, mas a postura e o profissionalismo dos atletas. O país tem hoje um nível muito elevado. Temos até campeões mundiais no longboard, como o Phill Rajzman e o Picuruta Salazar.

O que falta para o esporte crescer no país?
É preciso mais patrocínios para fortalecer o circuito brasileiro. As associações precisam se fortalecer para dar mais oportunidades aos atletas. Eles precisam de estímulos. Os próprios atletas precisam aumentar o contato com as federações e confederações.

A que se deve a popularidade atual do longboard entre os jovens?
O longboard carrega uma imagem de esporte do pessoal mais velho, porque eram aqueles que surfavam e voltaram a praticar. Mas as pessoas descobriram que o long também é curtição. No Brasil, nas nossas condições de ondas pequenas de uma maneira geral, é sempre bom.

Qual o melhor lugar para surfar no Brasil?
Saquerema, no Rio de Janeiro, o Maracanã do surf brasileiro; Praia da Macumba, na cidade do Rio, com muita onda boa para praticar com o longboard; e Fernando de Noronha, em Pernambuco, que é uma ilha tropical, com fundo de coral, mágico como o Havaí.

 
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