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A vida ensina
O surfista Pirata – Alcino José da Silva Neto, no RG – é um dos maiores destaques brasileiros quando o assunto é o surf adaptado. Praticante desde moleque (começou aos oito anos), Pirata teve que se virar para continuar surfando após o acidente que lhe tirou a perna esquerda. O que para muitos poderia significar desistir do esporte, para ele foi razão de estímulo.Hoje, 22 anos depois, este atleta é um exemplo de luta, raça e perseverança. Pirata continua pegando onda sem parar, mantém uma escola de surf para crianças, ministra palestras motivacionais em hospitais e centros de recuperação e desenvolve projetos de incentivo ao esporte adaptado. Na entrevista a seguir, conheça um pouco mais sobre a história e os ideais do diretor do comitê para-olímpico da modalidade da Associação Internacional de Surf (ISA).

 

O impossível está na
mente dos acomodados

Por: Victoria Vajda
Fotos: Divulgação
Publicado em: 04/2007


Como você começou a surfar?

Comecei aos oito anos. Sempre morei no Guarujá e surfava na aula de educação física da escola. Desde então, nunca mais parei.


Que esportes você pratica com freqüência?

Surfo praticamente todos os dias e também faço bike e natação.

 

Domando as ondas sem
nunca pensar em parar

O que esta frase representa para você: “o impossível está na mente dos acomodados"?
Representa que nada na vida é impossível. Tudo o que desejamos,
é só correr atrás que temos sucesso
nas nossas buscas.


Como foi continuar a carreira de surfista após o acidente?

A adaptação foi bem difícil. Para eu continuar, tive que treinar muito e desenvolver adaptações para a prancha, como quilhas mais para frente e pranchas mais largas.

 

Pirata já surfou na Califórnia,
Indonésia, Hawaii...
Aqui é na Austrália

Em algum momento você pensou em desistir?
Nunca tive esse pensamento. Pelo contrário, sempre busquei conquistar tudo e desafiar a minha própria vida.

 

Como foi desenvolvido o projeto Viva a Onda Certa?
Foi uma idéia que sempre passou pela minha cabeça; ajudar as crianças. Como eu tinha acesso a pranchas, consegui começar um trabalho de base, orientando a criançada através do surf.

 

Desistir? Pirata não
conhece essa palavra

Como é a sua rotina de treinos?
Todos os dias eu procuro praticar um exercício – surfar, pedalar, fazer yoga – coisas que me deixam com mais energia.

 

Que dica você dá aos atletas que encontram dificuldades de percurso, físicas, financeiras, ou de qualquer outra ordem e pensam em parar?
A vida é muito difícil para todos, com deficiência ou não. Nós mesmos é que devemos procurar os nossos ideais para que um dia possamos mostrar que conseguimos conquistar o que buscamos.

 
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