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Fotógrafo Motaury na década
de 80 em puerto rico
Motaury Porto Filho
O fotógrafo das melhores ondas do mundo

 

Por: Josie Moraes
Fotos: Motaury Porto Filho/ Arquivo pessoal
Publicado em: 05/2007


Foi pelo amor ao esporte que Motaury começou a registrar o esporte amado. Com 10 anos de idade já pegava ondas, mas foi com a fotografia que ganhou destaque no mundo dos esportes de prancha. Seu trabalho já esteve em revistas como Fluir, Trip, Inside e Costa Sul. São mais de 25 anos de profissão e forte ligação com Deus e a natureza. Colecionador de histórias, ele pode fazer inveja aos surfistas de plantão, pois já visitou diversos lugares e points do mundo, entre eles Indonésia, Caribe, Gálapos, Taiti e Polinésia. Hoje, mora em Florianópolis, Santa Catarina, e carrega bons amigos do surf - alguns anônimos e outros famosos. Reflexivo, alto astral e apaixonado pela profissão, Motaury responde, com exclusividade, à oito perguntas do Boardsports.

 

Confira aqui a galeria de fotos, escolhidas
especialmente por Motaury Porto Filho

 

Como você definiria a integração entre surf e natureza?
O surf é um esporte milenar, muito rico em suas tradições. Depende 100% das condições ligadas à natureza. Faz parte do homem buscar integração com a natureza, é parte de nossa origem. Basta lembrarmos do Jardim do Éden e como Deus nos colocou interagindo com toda a criação. Hoje que o ser humano entrou nesse “mundo asfáltico” ainda mais, as pessoas querem um retorno às origens. O surf está ligado a este contexto.

Qual a maior diferença entre surfar e fotografar?
É como viver ou falar de amor. O surf seria o “viver” e o fotografar o “falar”.

Como registrar boas ondas, momentos e cenários?
A fotografia, muito antes de técnica, é sentimento, emoção, visão subjetiva do mundo, portanto, o registro é fundamentado neste padrão. Cada um sente ou vê a vida de uma determinada maneira em um determinado momento. A “boa onda”, momento ou cenário, vai partir mais de dentro do que de fora.

Você viu o surf crescer. O que mudou no surf nesses 20 anos?
Muita coisa mudou como também muita coisa não mudou. Hoje, a população mundial é muito maior, e a “população surfística” também. A maneira das pessoas se relacionarem também mudou. No surf, as pessoas estão buscando respostas para suas questões pessoais e coletivas como sempre foi. A natureza sofre com a superpopulação e com o rastro deixado por ela. No surf vemos este reflexo. Fazer fotos hoje mudou na parte tecnológica e no acesso a mais informações. Porém, está tudo dentro de cada um. O sentimento pode ser o mesmo.

Por que escolheu Floripa para morar?
Morar em Floripa foi a “materialização” de um sonho: viver perto do surf. Já cheguei a surfar quase todos os dias e também poucos dias por ano. Agora pego onda umas duas ou três vezes por semana, dependendo das condições de swell.

Já pensou em ser surfista profissional?
Nunca, porque não julgo ter talento suficiente para tal. Admiro muito os surfistas profissionais, mas por outro lado acho uma vida bem difícil, diferente do quadro que se pinta da vida boa de surfista.

O que diria para surfistas amadores que querem ter
boas fotos no portfólio?
Imagine uma aspirante de modelo fazer fotos com um amador e com um profissional. Faz toda a diferença. A imagem neste mundo vende o peixe. Com câmera digital pode-se fazer boas fotos, mas ela nasce dentro de você, pelo seu olhar. Temos fotógrafos de surf consagrados e muitos novos talentos. Só não vejo como o mercado vai absorver o potencial dessa galera com tanto gás. Quantas revistas de surf temos no Brasil que podem remunerar os altos investimentos nesta atividade?

Quais são seus projetos atuais?
Tenho fotografado casamentos e surf em projetos específicos e sazonais. Acessem www.aondaeterna.com.br, que passa a mensagem que eu chamo de “onda eterna”. Está no começo, mas é uma maneira que encontrei de dividir com as pessoas meu encontro com Deus.

 

 

   
acampando no bonete
em ilhabela - começo
da década de 80
  havaizinho - ilhéus   Adriano mineirinho em sua primeira viagem ao exterior - puerto escondido - mexpipe
         
   
Amauri "piu"pereira em
el paraíso - méxico
  "Campeche's bay"
..... Floripa !!!
  Bruce Irosn - free surf
em teahupoo 2004
         
   
Bonete   Itacaré década de 80   Marco Polo na praia mole 2001
         
   
Mike no nordeste   noronha década de 80,
baía dos golfinhos
  Fotógrafo Motaury em 2000 em galápagos
         
   
Pato em Samoa - Cameraboard   Praia do Rosa -
Imbituba - 2006
  Barra da Lagoa -
Floripa - 2006
         
   
Praia do Rosa -
Imbituba - 2006
  Farol dos Naufragados - Floripa - 1999   Praia do Rosa -
Imbituba - 2006

 

 
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