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Foto: Diogo Guerreiro
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Sozinho em alto-mar, na travessia
Fernando de Noronha - Natal |
Diogo Guerreiro
O catarinense Diogo Guerreiro tem muitas milhas viajadas de windsurf e veleiro. Ele é um dos idealizadores da Expedição Destino Azul. Aos 26 anos, já aparece duas vezes no livro dos recordes por suas empreitas mirabolantes com os companheiros expeditores. Apaixonado pelo mar, Diogo, que já foi destaque no windsurf brasileiro, conta um pouco suas experiências marítimas e o que aprendeu com elas.
Por: Victoria Vajda
Fotos: Diogo Guerreiro,
João Henrique e Rogério Vital
Publicado em: 07/2007
Saiba mais sobre a Expedição Destino Azul aqui:
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Foto: Rogério Vital
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No mar cearense durante a expedição
Chui - Oiapoque, em 2005 |
Qual é a sua relação com mar?
Para mim, estar no mar transforma a vida em algo romântico, intenso. Leva a uma relação mais carinhosa e menos ofensiva com o outro e com o mundo.
Como surgiu a idéia da Expedição Destino Azul?
Em 2000, fizemos nossa primeira viagem mais longa de veleiro (Florianópolis – Ilhabela). Nossa embarcação tombou quando estávamos há cerca de 100 km de terra e uma onda enorme virou nosso veleiro de 31 pés. Irresponsavelmente estávamos sem o cinto de segurança. Flávio e eu caímos no mar, mas os outros três tripulantes, Eduardo, Fabio e Bernardo conseguiram se segurar. O veleiro desvirou-se e seguiu velejando. Eu me agarrei à bóia, mas o Flávio ficou no mar. Por um instante o perdemos de vista. Foi um susto inimaginável. Foi assim que percebemos a necessidade de um bom planejamento antes de nos aventurar no mar.
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Foto: João Henrique
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Comemoração em solo firme
com a esposa, Mailyn, e o
companheiro de expedição
Flávio, em Natal |
Que tipo de planejamento vocês desenvolvem hoje em dia?
Além de um preparo físico intensivo e terapia de grupo com psicóloga, nós tentamos avaliar todas as possibilidades e tentamos achar soluções para cada um dos possíveis contratempos.
O que é mais preocupante em uma expedição?
Tanto no veleiro quanto no windsurf a previsão do tempo é um fator crucial. Fazer uma correta leitura das nuvens, do barômetro e da temperatura pode mudar completamente uma travessia.
Qual é a proposta educacional do projeto?
Após a expedição, fazemos palestras em escolas e universidades que se cadastraram em nosso site, nas quais abordamos a importância de planejamento, superação de desafios e aspectos relacionados ao meio ambiente.
Você ainda curte competir?
Eu competi por muito tempo, fui campeão Brasileiro e Sul-americano na categoria Junior de windsurf nas ondas, minha modalidade preferida. Sou uma pessoa muito competitiva, mas hoje percebo que o que eu realmente gosto é de competir comigo mesmo, testar meus limites.
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Foto: Rogério Vital
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Fim da expedição de mais de um ano
de uma ponta a outra do Brasil |
Que outros esportes de prancha você pratica?
Pratico surf com muita freqüência, kitesurf, wakeboard e um pouco de skate
Que tipo de som você curte?
Vejo a vida como um filme e assim como este, cada cena requer uma trilha sonora apropriada. Sou eclético.
Que dica você dá pra quem está começando?
É necessário manter o foco e saber que apesar das dificuldades, o mais importante é a superação de nossas próprias barreiras pessoais.
Saiba mais sobre a Expedição Destino Azul aqui:
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