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Foto: Maurício Val / FOTOCOM.NET
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Nascida para voar
Bruna Kajiya podia ser apenas mais uma atleta no kitesurf brasileiro. No entanto, a união de técnica, dedicação e ousadia fizeram dela campeã de cinco etapas do circuito profissional (Alemanha, Tarifa, Brasil, Venezuela e Cabarete), campeã brasileira em 2006 e a melhor brasileira no ranking mundial, atual vice-campeã. O esporte corre na família, todo mundo em casa pratica ou já praticou kitesurf. Sua irmã, Luna, chegou a competir nos campeonatos nacionais. Há cinco anos na ativa, Bruna respira kitesurf – tudo é pelo e para o esporte. Esta é uma das poucas modalidades esportivas individuais de água que têm uma seleção brasileira e Bruna faz parte dela, junto a outros quatro atletas de ponta. Entenda na entrevista a seguir porque ela é um dos maiores destaques brasileiros quando o assunto é prancha e pipa juntas na água.
Por: Victoria Vajda
Fotos: Arquivo Seleção Brasileira de Kitesurfe e Mauricio Val / Fotocom.net
Publicado em: 08/2007
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Foto:Arquivo Seleção
Brasileira de Kitesurfe
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“A grande responsável por eu estar
competindo hoje é a minha mãe” |
Como você começou no kitesurf?
Eu já surfava e quando meus amigos do surf começaram a velejar de kite, eles me motivaram a tentar também. Para ajudar, o pico do velejo era bem em frente ao meu colégio, em Ilhabela, e da sala de aula eu via as pipas no ar.
Qual foi o maior perrengue que você já encarou no kite?
Foi na praia de Hookipa, em Maui, no Havaí. No dia da competição Red Bull King of the Air, entrou um swell enorme com séries de 25 pés! Quando eu entrei no mar, a primeira onda quebrou bem na minha frente e me levou com ela. Achei que ia desmaiar, mas quando saí da espuma um jet ski me resgatou.
Como é a sua rotina de treinos, normalmente?
Minha rotina de treinos é bem tranqüila, a maior parte dele é na água. Eu tento ficar a maior tempo possível na água porque traz bons resultados e eu me divirto. Além de velejar, eu também alongo bastante, medito, tento fazer ioga, nadar e correr com certa freqüência, mas com todas as viagens fica um pouco difícil.
Foto: Arquivo Seleção
Brasileira de Kitesurfe
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“O esporte está cada vez mais
radical e os atletas de ponta
estão levando o kite ao limite” |
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Qual é o seu lugar preferido para velejar?
O lugar aonde eu me sinto melhor velejando é na Ponta das Canas, em Ilhabela, com 20 nós – o velejo clássico das Canas!
No que contribui a meditação para um esportista, em sua opinião?
Contribui muito para manter a calma na hora de fazer as baterias ou em um momento de stress como em uma final. Também ajuda a encontrar um equilíbrio entre treinar, viajar, estar fora de casa, competir...
O kite ainda é visto como um esporte masculino?
Cada vez mais, nós temos nosso espaço no esporte. Como a maioria dos esportes radicais a grande maioria dos atletas é masculina. Mas nós, mulheres, estamos cada dia mais radicais e isso tem chamado bastante atenção para o cenário feminino.
Que mudanças você percebe no cenário nacional desde que você começou para cá?
O kite no Brasil cresceu muito desde que comecei e continua crescendo bem rápido. As pessoas estão mais familiarizadas e a mídia tem mais interesse em divulgá-lo. Além disso, surgiram vários talentos que colocaram o Brasil entre as maiores potências do esporte.
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Foto:Arquivo Seleção
Brasileira de Kitesurfe
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“O kite é algo que sempre terá
um papel importante na minha
vida. Vou velejar até quando
eu estiver velhinha”. |
As competições nacionais têm tão boa infra-estrutura quantos as internacionais?
O nosso campeonato nacional tem a melhor infra-estrutura de qualquer outro campeonato de kite que eu já vi. Nesse aspecto, nós estamos bem avançados e isso é ótimo pra difundir o esporte no país.
Quem é o seu ídolo no esporte?
O cara que eu mais admiro é o atleta americano Lou Wainman porque ele tem muito talento e visão.
Em quais atletas você aposta?
Uma aposta sem erro para o masculino é o inglês Aaron Hadlow. Hoje em dia ele é o melhor atleta de freestyle disparado e mescla bem técnica e força. No feminino, eu aposto em uma polonesa chamada Karolina Winskowska que, apesar de ter só 16 anos, tem evoluído bastante e com muito estilo.
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