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Dani gravando o Caminhos da
Aventura, no Canadá - Março de 2003
NA PRANCHA E NA TV
Dani Monteiro, 23, é o tipo de garota que não para quieta. Campeã de windsurf e kitesurf, adora esportes com prancha. Já foi apresentadora do Sportv e hoje está à frente de um dos quadros mais radicais do programa Esporte Espetacular, da Rede Globo, o Caminhos da Aventura. Convidada pelo Board Sports, contou sobre sua paixão pela prancha e seu trabalho na TV

Por: Dani Monteiro
Fotos: Arquivo pessoal
Publicado em: 01/2005

Eu sempre gostei de adrenalina. A minha garagem que o diga! Tem tanta prancha, não tem mais lugar para nada! Tem de windsurf, kitesurf, longboard, funboard, pranchinha, snowboard, skate downhill, wakeskate…São brinquedos para quase todas as condições. Como é que eu fiquei assim? Bom, tudo começou porque meus pais gostavam muito de viajar…

Nasci na cidade de Rio Grande, no Rio Grande do Sul e, quando fiz 5 anos, mudei com a minha família para a Virgínia, nos EUA. Mudança brusca. Aprendi a ler em inglês antes de português. Meu primeiro contato com adrenalina foi lá, fazendo ginástica olímpica! Meus pais não paravam quietos e nas férias de verão nós despencávamos para o Caribe - meu pai ia dar cursos de oceanografia e minha mãe escavar sítios arqueológicos. Eu ficava lá no meio e observando. Foi assim, mergulhando em meio a tubarões com mami e papi, que cresci.

Dani Monteiro na praia de
Flexeiras, no Ceará, em 2002

Às vésperas do meu aniversário de 11 anos, nos mudamos para Fortaleza, no Ceará. Terror e pânico no primeiro dia de aula: eu não sabia escrever uma frase em português! Parei a ginastica olímpica. Fiquei dois anos dançando jazz. Era legalzinho, mas não tinha a sensação do desafio, do perigo. Foi quando meu pai resolveu me apresentar a um esporte que tinha tudo a ver com o nordeste, por causa das excelentes condições de vento, e que era sua paixão - o windsurf. Eu tinha 13 anos na época e todos que praticavam wind tinham mais de 25. Para mim eram todos coroas. Mas meu pai não deu o braço a torcer.
- Você vai fazer uma aula de windsurf porque eu estou te obrigando. Depois, se você não gostar não precisa continuar. São só 7 dias.

Não tinha como discutir.

A primeira aula foi pura ralação. Eu não conseguia ficar em pé na prancha de jeito nenhum! Adorei. Saí da água exausta e feliz. Olhei para o meu pai e ele riu.
- Não te falei que era bom?

A liberdade de pegar uma prancha e sair velejando até o horizonte, o barulho da água, a imensidão… Terminei o curso e em 4 meses já estava competindo.

Velejar virou a minha paixão e um programa de família. Minha mãe levava lanches e meu pai ficava de treinador. A Rafaela, minha irmã, que na época era recém-nascida, ficava horas na praia sem reclamar. Ela também já era torcedora. Aos 16 anos fui campeã brasileira pela primeira vez. E nos dois anos seguintes também.

Primeiro lugar na 1ª
etapa do Circuito
Brasileiro de Kitesurf
OI, em 2002

Como atleta, comecei a dar entrevistas, aparecer na mídia. Ao mesmo tempo, também estava ligada nos estudos. Aos 17 me mudei (pela primeira vez sem a família) para o Rio de Janeiro para estudar arquitetura na UFRJ. Nessa época, conheci a KN Vídeo que mais tarde mudaria minha vida.

A KN Vídeo sempre fazia a cobertura dos campeonatos brasileiros para o canal de TV a cabo Sportv, que na época estava a procura de uma apresentadora para um novo programa. A Fabiana Misse e o Jorge Nassaralla, sócios da KN, me indicaram. A gente já se conhecia e eles acharam que eu tinha o perfil. Eu não sabia de nada e tomei um susto enorme quando o diretor geral do canal, Guilherme Zattar, ligou pessoalmente me chamando para o teste.

Fui. Era no estúdio, aquelas luzes todas na minha cara! Congelei. Não conseguia ler o texto, não sabia o que fazer com as mãos…Foi horroroso. Mas passei!! Foi assim, de pára-quedas, que entrei na TV.

O "Role de Verão" foi meu primeiro trabalho na TV. Era um programa que misturava esportes bem loucos, viagem, turismo… Aos poucos, no meio das gravações, fui aprendendo outros tipos de esportes e acabei me apaixonando de vez por esportes com prancha. Mas foi ficando cada vez mais complicado conciliar gravações, competições e faculdade de arquitetura. Então fiz a escolha - mudei o curso para jornalismo, parei de competir e mergulhei de cabeça no trabalho.

Circuito Brasileiro de Kitesurf
OI - Primeira Etapa - 2002

Em Dezembro de 2001 a Fabi e o Jorginho, da KN, me chamaram para um novo desafio, o "Caminhos da Aventura", um quadro de esportes de ação e viagem durante o Esporte Espetacular, na Globo. Aceitei. Hoje, o quadro tem pouco mais de um ano e já nos levou para vários lugares como Nova Zelândia, África do Sul, Canadá, Pantanal, Chapada Diamantina, Bonito… E, como vamos sempre atrás de esportes, tenho uma ótima desculpa para quando o vento tá bom ou o mar tá clássico:

Tô ensaiando para o próximo programa!

 
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