|
 |
"Town-in
no asfalto",
loucura entre 30
e 60 km por hora! |
TOWN-IN NO ASFALTO
Quatro paulistas em busca de adrenalina foram para Santa Catarina e experimentaram
um "novo" esporte de prancha, o Tow-in no Asfalto.
Alguns sustos e boas risadas depois, um deles escreveu para a gente.
Veja aqui o que rolou.
Por: Gustavo Negrini*
Fotos: Gustavo Negrini
Publicado em: 08/2003
om certeza, vários esportes de prancha são praticados na
região Sul do Brasil. O surf talvez seja o mais popular em Florianópolis
e nos municípios ao longo da estrada BR101, mas desta vez o assunto
é bem diferente...O que fizemos foi no mínimo curioso!
Eu e meus amigos Paulo, Térfio e "Estagiário",
todos de São Paulo, estávamos em uma trip de 15 dias pelo
sul do país e, como sempre, resolvemos buscar uma nova experiência
usando pranchas. Nossa vontade de sentir adrenalina ficou a flor da pele
quando pensamos em algo diferente, perigoso e nada praticado.

|
|
Gustavo
atento
ao
trânsito
a uns 40km
por hora |
Estávamos na praia da Pinheira, em Santa Catarina, que fica entre
a praia da Guarda do Embaú e praia do Sonho. Estava bem vazio,
bem diferente do verão quando o número de turistas é
muito grande e as estradas e as ruas estão lotadas. Resolvemos
aproveitar a terra firme e apreciar a paisagem da natureza verde que passava
muito, mas muito rápido ao nosso lado!
|

|
A
vez de Estagiário
e Tércio |
Munidos com os nossos Skates Longboard, resolvemos fazer um "town-in
no asfalto". O equipamento foi improvisado com 2 pedaços de
corda - de 4 metros cada - amarados no carro e 2 pedaços de madeira
na outra ponta, onde dois de nós eram puxados por vez. Do porta
malas fazíamos as fotos e a assistíamos a session de camarote!

|
|
O
policial de
Palhoça revirou
o carro inteiro! |
Apesar dessa estrada (que liga a praia do Sonho e da Guarda a BR101)
ser pouco movimentada, o motorista tinha que estar muito ligado na pista,
pois caminhões e carros passavam por lá o tempo todo. A
velocidade variava dos 30Km/h aos 60Km/h! O asfalto passava rápido
de baixo do long e a qualquer erro o "rola" seria inevitável.
Por sorte levamos alguns sustos durante as sessions, mas nenhum rola.
Manobras não eram possíveis, mas a adrena da velocidade
compensa...
|

|
| Revista
pesada... |
Continuamos nossa aventura nos dias seguinte. No terceiro dia de longboard
/ town-in, a grande surpresa: fomos surpreendidos pela polícia no
momento em que paramos para fotografar uma igreja local. Não tinha
como negar, as provas estavam lá - cordas amarradas no carro e os
skates ainda no chão. Fomos detidos, nosso carro foi inteiro revistado,
skates apreendidos e por fim ainda tomamos uma multa por direção
perigosa. Felizmente em uma hora recuperamos nossos skates na delegacia
e a multa até agora não chegou.
O town-in de asfalto é pura emoção. Em duas coisas lembra
o town-in feito nas ondas grandes: a velocidade e o rola...

|
|

|
|
Gustavo
e Estagiário
esperando a liberação
dos longs na delegacia |
No
Sul, abordagem é
bem mais civilizada que
em São Paulo... |
* Gustavo Negrini é editor do Journal
ZN Atacck e organizador do 1º Circuito Paulista de Skate Longboard
|