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foto:
Ricardo
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Pista do CEU Butantã.
Ideal para
a prática do
skate amador |
CIRCUITO CEU STREET SKATE
Esporte sem restrições
Por: Josie Moraes
Foto: Divulgação
Publicado em: 11/2004
As estatísticas do Ibope afirmam que o skate é o segundo esporte mais praticado no Brasil, só perde para o futebol. O aumento do número de praticantes é um fator fundamental para o crescimento do esporte. Em 1974, o skate invadiu o país com o lançamento da primeira pista no Rio de Janeiro. Hoje, os nomes mais cogitados na categoria masculino são: Cezar Dal Pozzolo (Gordo), Rodil Junior (Ferrugem), Rodrigo Teixeira, Alex Carolino, Rodrigo Gerdal, Wagner Ramos, Paulo Rogério (Barata), Rodrigo Vargas de Lima (K-b-ça). Já no feminino Marta Linaldi, Edilene Osório, Larissa Carolo e Mônica Messias quebram tudo nas pistas.
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foto: Ned
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Minhoca, 19 anos, arrasa
em
um frontside nosegrind |
Mas o skate não é feito apenas de grandes campeonatos. Por ser um esporte barato em relação aos demais esportes de prancha e urbano, ele acaba atraindo atletas de todas as classes sociais. Com isso o skate amador é tão forte quando o profissional. Os campeonatos amadores podem não ter o glamour dos demais, mas reúnem grandes talentos escondidos nos halfs das cidades.
Um exemplo desse movimento amador de skate é o Circuto CEU de Street Skate. Segundo o realizador do projeto, Guilherme Theodoro, de 23 anos, o evento conta com a participação da comunidade inteira da região, um verdadeiro mutirão do skate. O objetivo é divulgar ainda mais o esporte sem visar lucros.
A importância de campeonatos como esse para os atletas é o acúmulo de experiências e também o fortalecimento do nome como skatista. Segundo Tiago Ferreira Paulo, o Sapo, através dessas oportunidades o skatista ganha calma e experiência, para não ficar nervoso e acertar as manobras. É preciso ter frieza na hora de competir e isso só se ganha com o tempo, essa é uma característica que diferencia o skatista profissional do amador.
A grande dificuldade dos amadores é obter material, já que é necessário uma troca constante de shape, tênis e equipamentos. Nesse ponto o patrocínio é essencial, mas a participação e o desempenho deles em campeonatos amadores servem justamente para aumentar a chances de serem contratados por uma marca.
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foto: Rangel
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O skatista Pulginha aposta em
um
backside bluntslide nas
ruas de Sampa |
Para o skatista Emanoel Luís Machado, oPulguinha, o problema maior não é a falta de material. "As pessoas são muitas vezes imaturas e não vêem que o esporte é uma forma de se livrar de várias coisas ruins. Falta conscientização dos próprios skatistas, que não ajudam moleques que não têm condições. A dificuldade é uma forma de valorizar o que você vai conseguir. As influências são essenciais para o crescimento do skatista, que precisa de apoio emocional e material."
A imagem do esporte já mudou muito nos últimos 5 anos. O skate já foi muito marginalizado, mas com o surgimento de campeonatos e de atletas o preconceito diminuiu, mas ainda existe. Robson Silva de Lima, o Minhoca, afirma que, apesar de ter apoio da família, já sofreu muito preconceito na rua com o skate debaixo do braço. "Muitas pessoas pensam que você não trabalha, que é vagabundo, não te deixa andar na rua porque acha que vai estragar", diz Minhoca, que conquistou o quinto lugar no Nescau Radical SP de Skate, em 2004.
Além de Pulguinha, Sapo e Minhoca, o evento contará com a presença de atletas carimbados do skate amador como Índião, Whilão e Salvador.
DICA DE SKATISTA
Para conquistar resultados bons em campeonatos amadores é necessário praticar skate no maior número de pistas que puder. Afinal, o skatista nunca sabe a condição de pista que vai encontrar no campeonato. O treino em diferentes lugares é indispensável para adaptação nos campeonatos.
Veja alguns picos indicados para radicalizar nas manobras em Sampa:
Vale do Anhangabaú
Pista de Carapicuíba – km 21
Pista do Rio Pequeno
Praça Roosvelt
Praça do Morumbi
Terminal da Lapa
Pista da Billabong
Pista de Jundiaí
CEU Três Lagos
CEU Navegantes
CEU Cidade Dutra
CEU Alvarenga |
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A terceira etapa do campeonato será realizada nos dias 27 de novembro e 4 de dezembro na pista do CEU Butantã. As inscrições são de graça, o que permite que atletas de baixa renda possam competir. "O campeonato não tem restrições, não é preciso ter patrocínio. Se chegar alguém aqui sem capacete, emprestamos o nosso. Vale tudo pelo espírito do skate", disse Guilherme, que anda de skate há 8 anos.
Circuito CEU Street Skate
Local: CEU Butantã
Endereço: Av. Engenheiro Eiras Garcia, 1700
Datas: 27 de novembro (sábado):
categoria iniciante - 10 h
categoria longboard - 15 h
categoria iniciante - final - 16h30
4 de dezembro (sábado):
categoria mirim - 10 h
categoria amador - 12 h
categoria mirim - final - 14 h
categoria feminino - 15 h
categoria amador- final - 16 h
categoria best trick - 17 h
Para se inscrever é necessário que o atleta assine um termo de responsabilidade disponível no local até o dia do campeonato ou nas lojas Hulk e Shock.
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