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Foto: João Henrique
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Diogo buscando terra
firme após 31 horas
de mar |
Ao sabor do vento
Conheça um grupo de velejadores que encara longas distâncias a bordo de pranchas de windsurf ou de veleiros. Os esportistas, que conquistaram diversos recordes mundiais, aprenderam no susto a respeitar as forças do mar e a se preparar para elas. O resultado: a Expedição Destino Azul
Por: Victoria Vajda
Fotos: Rogério Vital e João Henrique
Publicado em: 06/2007
Os velejadores Diogo Guerreiro, Flávio Jardim, Eduardo Moreira e Fabio Braga, passaram por alguns apuros no mar e perceberam o quão importante era um bom planejamento antes de se aventurarem – a ficha caiu quando, em julho de 2000, os quatro amigos tiveram seu veleiro tombado a 100 km da costa. Criaram, então, a Expedição Destino Azul, cuja primeira empreitada foi a viagem Florianópolis – Fernando de Noronha – Florianópolis, percorrendo a costa brasileira a bordo do veleiro Xamã, em 2001. Desta vez, o planejamento foi intenso e a preparação adequada fez da excursão uma aventura mais segura.
Foto: João Henrique
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Bolhas e queimaduras
ao fim da jornada de
um homem só |
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Eduardo e Fábio deixaram o grupo, mas Diogo e Flávio continuaram a inventar novos desafios. A dupla percorreu toda a costa do Brasil sobre suas pranchas de windsurf, do Chuí ao Oiapoque, em 2004. Sem nenhum tipo de apoio, terrestre ou marítimo, os velejadores percorriam longas distâncias diariamente, entre 20 km (piores dias) até 110 km (média dos dias bons), parando em praias da costa brasileira, onde acampavam e interagiam com a população local. “Depois de um ano, dois meses e um dia, completamos a missão, com mais de oito mil km velejados, muitas recordações e, o mais importante, novos amigos que nos acolheram de forma espetacular”, conta Diogo. O feito os tornou recordistas mundiais em distância percorrida com pranchas de windsurf, embarcação à vela mais veloz do mundo.
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Foto: Rogério Vital
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“O importante é a superação
de nossas barreiras
pessoais”,
Diogo Guerreiro
ao final da
expedição Chuí – Oiapoque,
com Flávio Jardim |
A última empreitada da Expedição deveria ter sido realizada em dupla, em 2006. Mas, no dia anterior à partida, Flávio foi mordido por um cachorro e não pôde acompanhar Diogo na travessia marítima de 370 km entre Fernando de Noronha e Natal. Decidir partir sozinho não foi fácil. “Nós tínhamos feito todo planejamento para duas pessoas e eu tive que em menos de 24 horas adaptar o plano”, relata. O projeto audacioso valeu mais um recorde a Diogo, como a maior travessia oceânica de wind sem nenhum tipo de apoio externo. Longe da terra durante todo o trajeto, o viajante teve que comer e dormir em cima da prancha, apesar de ele afirmar que não conseguiu fazer nenhum dos dois direito.
Foto: Rogério Vital
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Velocidade, adrenalina
e curtição entre amigos |
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A próxima aventura é bastante ambiciosa: uma volta ao mundo de veleiro. Eles estimam que levarão algo em torno de 26 meses para concluir a viagem. Ao longo do caminho há paradas programadas, para que os velejadores visitem e documentem a cultura dos diversos povos que visitarão, além de conferirem os melhores picos para esportes radicais, que entrarão para um guia que os aventureiros planejam lançar ao retornarem ao Brasil.
Foto: Rogério Vital
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| Diogo e Flávio com a molecada de Guajerutiua, no Maranhão |
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