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  Foto: Divulgação
  Segundo CD da banda
“On The Move”
Firebug e o lado B
do reggae

Mistura de sons jamaicanos levaram a banda brasileira a um incrível respeito internacional.
Por aqui, eles prometem algumas novidades

Por: Josie Moraes
Fotos: Ramim e Gabriela Borges
Publicado em: 07/2007



Pranchas no carro, revisão feita, banana e aveia, galera reunida e a previsão de ondas nota 10. Hora perfeita para escolher a trilha do bate-volta do final de semana. No case de CDs, basicamente, hardcore, reggae, surf music e rock. Nacional e internacional, pesado ou mais light. De fato, muitas são as bandas que podem conduzir sonoramente os praticantes de esportes de prancha até à chegada nos picos. O Boardsports registra uma ótima indicação de som que bomba respeitavelmente na Europa e Estados Unidos e, apesar de já ter conquistado muitos fãs brasileiros, merece estar presente em mais ouvidos brasucas. É made in Brasil, é Firebug. Muitos podem ouvir e pensar: “mas que tipo de som é esse?”. O baterista Rodrigo Cerqueira define como “uma banda de rock que toca música jamaicana”.

Foto: Ramin

Show na Áustria: “Quase
ninguém conhecia a gente e
foi o melhor show da turnê”

Trata-se de um som que apresenta fortes características do reggae, do dub, do ska autêntico e do rocksteady. O reggae é mais devagar com pitadas de dub. O ska é raiz, mais na manha. O rocksteady é um ritmo pouco popular no Brasil. Surgiu na década de 60 na Jamaica, um verdadeiro precursor do reggae que se tornou número um nas paradas de sucesso da época. Influenciado por rhythm n’ blues dos anos 50, se destacou por ser um ritmo firme e constante diferente de tudo que já tinha sido ouvido. Outra característica do Firebug: as letras abordam temáticas totalmente diferentes do reggae mais conhecido por aqui. Segundo Cerqueira, a intenção é evitar cair no lugar comum. “Fugimos daquela coisa de cachoeira, praia e maconha. Reggae é mais que isso. E Bob Marley é apenas a ponta do iceberg, pena que pouca gente conheça no Brasil”, afirma.

Foto: Ramim
  Foto: Ramim
Show em Praga, República Tcheca   Show na França

A trajetória lá e cá - Felipe Machado (guitarra e voz) e Rodrigo Cerqueira (bateria) se juntaram para fazer a tal banda de ska que tanto tinham vontade de montar. Cerqueira foi a ponte entre o produtor Vitor Rice - fera em produções e multinstrumentista - e a banda. Aos poucos a formação foi se concretizando: Leo Cunha (teclados), Olivier Dherte (guitarra e voz) e Bruno Cedola (baixo). O primeiro disco com letras em inglês, lançado pela Radiola Records no final de 2003, foi batalhado para ser lançado no exterior, mas foi apenas distribuído por lá. Já o segundo “On the move” foi lançado pela Deckdisk no Brasil, pela Grover Records na Europa e pela Jump Up Records nos Estados Unidos, em 2006. Em maio do mesmo ano, a banda abriu o show do grupo “Easy Star All-Stars”, na interpretação de “Dub Side of the Moon”, releitura do clássico disco de Pink Floyd.

Foto: Ramin
Leo Cunha, Lipe Torre, Bruno
Cedola, Olivier Dherte, Rodrigo
Cerqueira e Felipe Machado

O lançamento internacional abriu as portas para uma turnê que passou pela Alemanha, Suíça, Áustria, Eslovênia, França, Portugal, Espanha e Catalunha, entre dezembro de 2006 e janeiro de 2007. Foram 40 dias, 28 shows e uma bagagem cultural impagável de volta. A sensação foi das melhores, com os olhos brilhando lembram com orgulho dos shows que fizeram e destacam o circuito como realmente quente para o tipo de som que fazem. Os shows, sempre lotados, foram realizados em associações, becos e bares freqüentados por um público fascinado pelo som jamaicano. “Tocamos no Skaters Palace, a meca do skate em Münster, na Alemanha, para quase mil pessoas. Foi maravilhoso”, afirma Felipe Machado. Todos shows foram marcantes, cada show um da sua forma. “Na Áustria quase ninguém conhecia a gente, ninguém sabia cantar e foi o melhor show. Fizemos quatro ou cinco bis, ninguém nos deixava ir embora. Já na república Tcheca todo mundo cantava junto”, complementa.
Cerqueira acredita que no Brasil existe um público do skate e do surfe que gostam do tipo de som que fazem, mas também existe uma mistura geral de tribos. Maníacos pelo estúdio, gostam muito de gravar as inspirações e idéias que têm. Tanto que muitas novidades de Firebug estão no forno. A primeira é o terceiro disco da banda, que terá faixas em português. A segunda é um DVD com uma espécie de resumo e portfólio da banda com imagens dos shows, como a abertura do primeiro show do Brasil da clássica banda jamaicana Skatalites, em maio de 2007, e da turnê européia. E ainda um EP com participação especial de B Negão, parceiro de longa data. Para abrir os ouvidos da galera!

Foto: Gabriela Borges
  Foto: Ramim
Show em Köln, Alemanha   Galera animada no show no
Skaters Palace, em Münster

Eles indicam para ouvir antes, durante ou depois de praticar:
Música: Bate-volta (Firebug)

Site oficial: www.firebug.com.br

 
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